Fotojornalismo – A arte de fotografar informação

No dia do jornalista, dia 7 de abril, venho compartilhar uma área apaixonante desta profissão. O FOTOJORNALISMO.

O fotojornalismo é um ramo da fotografia onde a informação clara e objetiva, através da imagem fotográfica, é imprescindível. Também pode ser considerado uma especialização do Jornalismo.Através do fotojornalismo, a fotografia pode exibir toda a sua capacidade de transmitir informações. Essas informações são transmitidas pelo enquadramento escolhido pelo fotógrafo diante do fato. Nas comunicações impressas, como jornais e revistas, bem como pelos portais na internet, o endosso da informação através da fotografia é uma constante.

 

Algumas fotos ficaram famosas por retratar exatamente o que é significa o fotojornalismo.Uma imagem vale mesmo bem mais do que mil palavras e as fotos a seguir comprovam isso:

Menina recusa cumprimentar João Figueiredo

Uma menina de cinco anos virou símbolo da insatisfação com o regime militar (1964-1985) após ser fotografada rejeitando o cumprimento do então presidente João Figueiredo (1979-1985). O registro foi feito em 1979 pelo fotógrafo Guinaldo Nicolaevsky durante uma cerimônia no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte. Na foto, a garota Rachel Clemens aparece de braços cruzados enquanto o ex-presidente tenta cumprimentá-la com um aperto de mão.

 

O homem tanque

Também chamada de “O rebelde desconhecido”, a foto foi tirada ao final da Guerra Fria, em 5 de junho de 1989, na Praça da Paz Celestial (Tiananmen) – localizada na China. O jovem estudante, segurando sacolas de compras, colocou-se na frente de uma fileira de tanques de guerra para impedir seu avanço. A foto foi tirada por Jeff Widener, e na mesma noite foi capa de centenas de jornais, noticiários e revistas de todo mundo.

 

Criança e urubu

Uma menina desnutrida e sem forças arrasta-se para uma base da ONU, a qual fornecia alimentos. Um urubu espreita atrás dela, como se esperasse sua morte. Tirada por Kevin Carter, em 1993, no Sudão, a foto chocou o mundo. Kevin foi muito criticado por ter partido após tirar a foto e espantar o urubu – sem saber o que houve com a criança. Ele ganhou o Prêmio Pulitzer no ano seguinte e cometeu suicídio meses depois, em virtude da depressão que desenvolvera.

 

Monge em chamas

Tirada em 11 de junho de 1963, a fotografia de Malcolm Browne retrata o monge budista Thich Quang Duc, que ateou fogo em seu próprio corpo e queimou, imóvel e silencioso, até a morte, em uma rua de Saigon. Ele protestava contra a opressão do Budismo no Vietnã.

 

O beijo na Times Square

Tirada em 14 de agosto de 1945, por Alfred Eisenstaedt, a foto do beijo entre um marinheiro e uma enfermeira não é ícone de romantismo. O fim da Segunda Guerra Mundial acabara de ser anunciado, e o marinheiro (anos mais tarde identificado como Glenn McDuffie) num momento de euforia, viu a enfermeira (Edith Shain) correu até ela e a beijou – ambos jamais trocaram uma palavra. A imagem se tornou símbolo da alegria que o fim da Guerra trouxe. Este ano, na mesma data em que a foto foi tirada, vários casais se reuniram na esquina da rua 44 com Broadway (local onde a foto foi feita), na base da estátua colorida de oito metros que representa o casal, para um “grande beijo”, em comemoração aos 65 anos do fim da Guerra.

 

O homem caindo

A fotografia foi tirada por Richard Drew, durante o atentado ao World Trade Center, em 11 de setembro de 2001. Na imagem, vê-se um homem que se atirara da Torre Norte.

 

Os perigos da profissão

 

Para conseguir retratos de grandes impactos os profissionais do fotojornalismo muitas vezes se arriscam, principalmente os que cobrem guerras ou ações policiais. Exemplo de fotojornalistas que enfrentam o perigo é o fotógrafo de guerra James Nachtwey. O documentário War Photographer mostra o trabalho dele e uma das fotos mais impactantes da história é a capa do documentário. Na foto, fotógrafos aparecem deitado no chão durante uma batalha, para registrar o momento.

 

Outro exemplo dos perigos da profissão segue no vídeo que foi divulgado recentemente, mas aconteceu em 2007, durante a guerra no Iraque. Soldados americanos a bordo de um helicóptero avistam pessoas que julgam estarem armadas. Em conversa por rádio, os soldando praticamente imploraram permissão para atirar. Quando esta lhe é dada, os soldados comemoram por terem causado mais matança. Posteriormente, com a divulgação do vídeo, fica claro que as pessoas não eram terroristas. Era, na verdade, o fotógrafo da agência Reuters, portando uma teleobjetiva.

 

 

Apesar de todos os riscos, é uma carreira apaixonante, cheia de aventuras, emoções, assim como o duro impacto da realidade no cotidiano profissional, algo muitas vezes emocionalmente estressante, inclusive em casos mais fortes, como o do fotógrafo Kevin Carter que por desespero e culpa suicidou-se.

 

Para os apaixonados por foto espiem esse site e divirtam-se:

http://olhares.uol.com.br/fotojornalismo/

 

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fotojornalismo

http://jornalismojunior.blogspot.com.br/2010/09/fotojornlismo-grandes-momentos-da.html

http://kaduninjaplace.blogspot.com.br/

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-menina-que-se-recusou-a-cumprimentar-figueiredo

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