Verner Panton e a brincadeira da cadeira

Em design contemporâneo nomes como os de Ron Arad e Karim Rashid são exemplo  de grande originalidade. Entretanto, há 50 anos atrás um dinamarquês nascido na  cidade de Gamtofte produziu peças que ainda hoje têm como principal  característica a inovação. Verner Panton é sinônimo de vanguarda.

Tendo iniciado seu trabalho na segunda metade do século passado, foi expert  em criar um mobiliário lúdico e novo numa época em que o mundo atravessava  a  era pré-tecnológica. Formado em Arquitetura pela Academy of Art de  Copenhagen, entre 1950 e 1952 trabalhou com Arne Jacobsen, outro importante  nome do design, contribuindo com a criação da conhecida cadeira “The Ant”. Como  designer suas criações foram produzidas por muito tempo à mão pela Plus-Linje,  tendo ficado conhecidas mundialmente. De característica “flamboyant”  (ramificação do gótico) em sua linguagem e possuindo um grande interesse por  tudo que fosse vanguarda, Panton foi o precursor da revolução pop no mobiliário  cool da época.

O designer utilizou como matéria prima para seu trabalho materiais como o  plástico, o poliuretano e a espuma. Queria quebrar a frieza e rigidez do ferro e  tornar o mobiliário mais engraçado. Para ele, era “inconcebível sentar num sofá  bege e quadrado”.

Algumas de suas peças, como a cadeira “Cone” e a conhecida “Panton Chair”,  desafiaram a lei da gravidade e ainda hoje causam admiração e espanto. A  segunda, foi a primeira cadeira produzida em plástico, sendo ela uma peça  inteira, contínua. Unidade em forma e material.
“Panton Chair” é uma escultura, pode ser mesa, cadeira, depende do momento. E  como o próprio Panton dizia, com esta cadeira se sentar passa a ser agora tão  divertido quanto brincar. É feita com um bloco único de polietileno, que se  apresenta tal qual uma escultura totalmente limpa, em seis cores marcantes.  Quando justapostos, na posição de poltrona, os módulos podem compor sofás de  dois ou mais lugares.
Ah! Muita gente não sabe, mas Panton também criou brinquedos, literalmente  falando, além de luminárias e espaços interiores.
Assim é a obra de Panton: criação, beleza, liberdade e principalmente, uma  pitada de “deixemos de  nos levar tão a sério”. Para conhecer mais a obra desse  gênio, ele possui um site completo: www.vernerpanton.com

Fonte retirada de http://obviousmag.org/archives/2009/03/verner_panton.html

por  C

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