Aldemir Martins

Aldemir Martins foi considerado um dos melhores desenhistas do mundo pela Bienal de Veneza de 1956. Mas o desenho era só um fragmento da multifacetada personalidade desse artista cearense criado no oco do mundo, a emblemática Ingazeiras, cidade do interior do Ceará, no Vale do Cariri, onde nasceu em 8 de novembro de 1922. Na pintura ou na cerâmica, na gravura ou na joalheria, passando pela ilustração, desenho e escultura, expressou-se com liberdade, sem restrições do preconceito. A transgressão torna-se uma marca registrada. Gatos, galos, peixes, cangaceir9os, cores e rendeiras circulavam livremente em suporte tão pouco convencionais como papel de carta, copos de requeijão, caixas de charuto, embalagens de sorvete e de sabonetes e mais recentemente em embalagens de pizzas.

Aldemir morreu no dia 04 de fevereiro de 2006 aos 83 anos, em São Paulo, cidade que optou em 1946 para viver um dos mais respeitados artistas plásticos brasileiros. A trajetória do artista premiado é marcada pelo premio de melhor desenhista da Bienal de São Paulo de 1955, láurea dividida com o colega Carybé. No ano seguinte, consagrou-se ao ser escolhido para receber o premio de melhor desenho da Bienal de Veneza de 1956. Era o reconhecimento de um talento descoberto  nos tempos dos serviços militares (19841 a 19845), época em que foi promovido a Cabo Pintor, prêmio a quem vencesse o concurso de pintura de viaturas da corporação promovido pela Oficina de Material Bélico da 10ª Região Militar.

Veja aqui algumas de suas obras mais importantes:

Filho de um modesto funcionário público e de uma dona de casa descendente dos índios tapuias, Aldemir Martins teve uma infância pobre e o Exército seria uma das poucas oportunidades possíveis de inclusão social, como observou o crítico Jacob Klintowitz em seu livro “Aldemir Martins, O Viajante Amigo”.

Quando deixou o serviço militar ele já frequentava a cena das artes plásticas de Fortaleza. Antes de pegar o último pau de arara para o sul, Aldemir ajudou a criar o grupo ARTYS e a Sociedade Cearense de Artistas Plásticos junto com outros artistas como Mário Barata, Antonio Bandeira  e Joao Siqueira.

Aldemir saiu do Ceará em 19845 para morar no Rio de Janeiro, mas logo no ano seguinte mudou-se para São Paulo, onde se fixou de vez depois de uma breve passagem por Roma, de 1960 a 1961. Além de participar de um inúmeras de exposições, no Brasil e no exterior, foi condecorado pelo governo brasileiro com a Ordem do Rio Branco, em grau de cavaleiro. Suas obras estão expostas em museus e coleções privadas na França, Suíça, Itália, Alemanha, Polônia, México, Uruguai, Peru, Estados Unidos, Chile e, claro, Brasil.

 

Fonte site:http://tvg.globo.com/platb/domingaodofaustao-programa/tag/aldemir-martins/

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