ressuscitando orelhos de São Paulo

Desde que o primeiro telefone público CHU-II apareceu nas ruas, em 1972, já se foram 40 anos. Durante esse tempo, ele foi apelidado de Capacete de Astronauta, depois, de Orelhão, aceitou fichas, cartões, foi depredado, esquecido e, finalmente, substituído pelos celulares.

À partir do dia 20 de maio, porém, esse ícone do design brasileiro ressurgiu nas ruas de São Paulo com outra cara: como globo de discoteca, pintado de cérebro, e alguns com tantas intervenções que nem parecem mais o bom e velho orelhão.

O que você tem na cabeça?, de Carla Fernandes, está na Av. Paulista, 1313, em frente ao Fiesp

Por trás de tudo isso está a Call Parade, exposição pública patrocinada pela Vivo, que além de convidar dez artistas de renome para transformar os orelhões em arte, recebeu centenas de projetos pelo site www.callparade.com.br.

Alan Chu, filho da criadora do orelhão, foi um dos convidados pela Call parade

A objetivo do projeto é chamar a atenção das pessoas para a importância de preservar os orelhões. “Achei a ideia da exposição muito inteligente, levar arte para rua é sempre algo inspirador”, declarou em entrevista ao Living Design o arquiteto Alan Chu, filho da também arquiteta Chu Ming Silveira, a criadora do orelhão.

Alan criou a obra “Calendário Lunar”, inspirada pelo calendário milenar chinês que retrata a passagem da Lua pelo céu e está exposta na Praça Luiz Carlos Paraná com a Av. Brigadeiro Faria Lima.

O orelhão também funciona como relógio de sol, já que a pintura da sombra no chão marca o meio-dia

“Minha intenção foi não intervir muito, queria algo mais neutro, que evidenciasse o desenho do orelhão”, explicou. “Para mim, o fato de os orelhões serem o suporte para esse acontecimento é especialmente interessante, pois traz luz a esse objeto que é um belíssimo exemplo de inspiração no campo da arte e do design, e que tem um lugar importante da história do design brasileiro”.

O movimento da Lua no céu é retratado no orelhão

Outro convidado foi Estevão da Silva Conceição, o jardineiro que se revelou artista autodidata e é considerado o Gaudí tupiniquim. Nascido na Bahia, ele veio a São Paulo para melhorar sua condição de vida e se instalou na favela de Paraisópolis, onde começou a erguer sua casa. A construção, toda feita de pedra, chamou atenção por lembrar as obras do arquiteto espanhol e virou atração turística.

Para a Call Parade, ele criou o projeto “De Botão”, que fica na Rua Ernest Renan, próximo à ONG Florescer, em Paraisópolis. Veja como ficou:

Cris Campana participou da Cow Parade, da Rino Mania e agora exibe seu orelhão recoberto por folhas de ouro na Call Parade. Ela homenageou Chu Ming com um orelhão delicado, que exibe a pintura de uma chinesa feita com tinta acrílica. A obra está exposta na Praça da Liberdade. Veja:

Ao todo, cem orelhões foram pintados e esculpidos. Abaixo, você confere uma seleção com as obras que achamos mais interessantes. Acesse o mapa completo da exposição aqui (http://callparade.com.br/mapa-da-exposicao/).

Hello Disco!, de .emiliAkemi., está na Av. Paulista, 800

Little Phone of Horros, de Oscar Kovach, na Av. Brigadeiro Faria Lima,2954

Mãos de Sapo, de Elói de Souza, que está na Av. Republica do Libano, 204

Morada de Pássaros, criação de André Estavaringo exposta na Av. Brigadeiro Faria Lima, 2517

Menina de Capuz, obra de Alexandre Truff, foi instalada na Paulista com a Pamplona

Peixe, de Flávio Scocco de Abreu, que está próximo ao metrô Consolação, na Av. Paulista

www.callparade.com.br

fonte:http://www.livingdesign.net.br/topicos/design

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