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Daniel Brandão

AEcM12

AEcM12 é uma história de amor que se passa no futuro, quando a maior empresa no ramo de seres artificiais domina a utilização de um componente e se torna capaz de confeccionar um androide perfeitamente similar a um ser humano, sem utilização de peças e elementos mecânicos.

Serão muitos os homens a gastar pequena fortuna para a aquisição de uma cópia artificial de alguma mulher, alguns de esposas falecidas, a maioria de atrizes e modelos famosas. O principal personagem deste livro, um compositor de elementos que durante a vida construiu os próprios robôs, tratando cada criação com o carinho de um pai, edificando um estranho e artificial ambiente familiar. Agora ele apresentará uma mãe aos filhos-mecânicos, sua esposa artificial quase idêntica a vizinha já conhecida de todos.

 

Sinopse Preliminar

A ciência tem obrigação de suprir as necessidades humanas.

Um homem perdidamente apaixonado sem amor correspondido; um novíssimo produto, exorbitantemente caro, considerado por muitos o maior avanço científico da história, com possibilidade de alterar todos os relacionamentos humanos a partir de seu lançamento; uma mulher dividia entre o carinho sincero e o intenso prazer com maus tratos…

E uma empresa, Andromedas Elite, com o seguinte lema propagandístico para o produto acima mencionado: “Todos os homens poderão realizar o maior dos desejos: possuir as mulheres que quiserem.”

No futuro, todos os homens e mulheres poderão escolher entre recriar um familiar falecido em ser artificial, ou atender as demandas corporais (sexuais) e comprar um robô modelo de beleza física. Qual a porcentagem dos que escolherão duplicar um familiar morto? 10%?

Toda conquista científica se resume em algum desejo singular e o mais presente é agradar o corpo. No caso de nosso anti-herói solitário: agradar ao corpo, aos filhotes e bichos de estimação robóticos; mas, sobretudo, eliminar a solidão de uma vida e reinventar a correspondência de um amor. Ele será o primeiro da fila, o primeiro a comprar o novo produto, e, com isso, mudará todo o seu futuro.

Entrevista Sobre o Romance

Eu concedi uma entrevista para o Carlos Rodrigo do Isso é Interessante, contando um pouco mais sobre o AEcM12, além de um pouco sobre minha pessoa. Convido todos a lerem a entrevista: Entrevista para o Isso é Interessante.

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No artigo passado eu comecei a falar de sombra e como ela influencia a composição, sendo usada para melhorar o posicionamento da linha forte e ponto forte. Mencionei ainda que um editor de imagens, como o GIMP, ou a imaginação, no caso de artes manuais, deve levá-los a modificar a sombra natural para embelezar o trabalho. Ainda tratei de aspectos técnicos aplicados a sombra.

Continuando a falar de sombra, do escuro, e ainda da luz, a combinação destes dois é tão importante a ponto de estilos terem nascido dessa dualidade, por exemplo, o Chiaroscuro e o Tenebrismo. OTenebrismo exagera nos contrastes de luz e sombra aumentando a sensação de realismo, e artistas como Caravaggio, se tornaram mestres fantásticos. Em outros estilos, como o Impressionismo, a sombra é mais natural ou mais trabalhada se considerando a atmosfera.

Voltando a sugestão de mudarmos a sombra para com isso ganharmos qualidade na composição, abaixo coloco uma foto que tirei na Itália ao lado do quadro que pintei com a foto como base.

Fotos e Pintura minhas.

Uma fotografia lotada de elementos, com inclusive uma mulher passando na frente da câmera, e uma atmosfera bastante básica, mas ainda assim com tamanhas possibilidades. Eliminei todas as pessoas, deixando apenas a senhora de camiseta amarela, troquei as cores do céu para auxiliar no ponto forte, e fiz do exagero da sombra um elemento fundamental na composição. Há a óbvia mudança da posição e altura do sol na pintura, para gerar a sombra e o brilho na camisa da senhora, e vocês podem reparar no leve exagero do azul e traços de lilás das paredes, é como gosto de brincar com as cores na sombra, os azuis são indicados para tal tarefa. A senhora tem o tamanho ideal por estar na direita, poderia até ser um pouco maior, mas o importante é como adicionei a sombra na composição.

Mais a seguir…

 

Jamais deixarei de falar em sombra nas aulas seguintes, como não parei de falar em linha forte e ponto forte, esses elementos são essenciais, todavia é hora de tratar da antítese, da luz.

Existe uma diferente clara para a maioria na identificação das cores para a luz e a sombra, a tendência natural é considerarmos mais cores nas luzes do que nas sombras, algo que os Impressionistas mudaram e foram criticados durante e época deles. Uma sombra em uma pintura de Pissarro pode ter dezenas de cores. Gostaria que todos consideram isso quando forem criar algum objeto de arte, editar uma foto, fazer um desenho a lápis de cor, criar um ícone, etc, considerem colocar mais cores nas sombras.

A luz é para nossos olhos ainda mais forte do que a sombra. É claro que a luz se sobressai mais quando ao lado de uma sombra, quando harmonizada com outros elementos da imagem, mas por si só esta tem força equivalente ao ser humano. As cores da luz também devem ser emotivas porque a luz tem significado de calor, de aquecer, estão presentes no mundo de forma natural em diferentes tonalidades e intensidades, e ainda são peças chaves quando manipuladas. É o flash da máquina fotografa a fonte de luz artificial de trilhões de imagens, o sol a fonte natural de luz para todos, grandes lâmpadas iluminam cenários no teatro, no cinema, em óperas, a luz é tão fundamental para a arte que carreiras inteiras são feitas sobre como utilizá-las e existem muitos profissionais especializados apenas para incluir luz em arte.

Abaixo gostaria de demonstrar que a luz em uma obra de arte pode inspirar um fotógrafo e mesmo toda uma coleção de imagens destinadas a propaganda.

Comparando Foto e Pintura.

O fotógrafo Peter Lippmann utilizou como inspiração quadros clássicos para a série de fotos da sua calçados e bolsas da coleção Outono-Inverno 2012 de Christian Louboutin. Na imagem acima a inspiração veio da ‘Magdalene and the Flame’, de Georges de la Tour (quadro da moça ao lado da luz de velas). Os dois mostram a força de uma luz articial, a luz da vela, inserida na composição. A luz, a vela, seria obviamente um ponto forte, todavia não é o principal porque a iluminação decorrente desta no rosto da modelo torna aquele o ponto marcante. Há diferenças da pintura para a fotografia, De La Tour quis direcionar nosso olhar para a expressão do rosto da modelo assim passando o sentimento de solidão e concentração, já o fotógrafo precisa diminuir o impacto da luminosidade na modelo para que o cliente admire também o sapato sobre a mesa, assim a luz tem menos impacto na segunda imagem, por questões comerciais, sem é claro diminuir a beleza do trabalho, apenas a potência do impacto da luz. A linha forte na imagem seria uma linha na média entre a luz da chama e o olhos da modelo, também perfeitamente posicionada.

Aqui terminamos mais um artigo sobre artes visuais, no próximo, mais sobre luz e sombra. Hoje utilizei dois exemplos interessantes, o primeiro, como levar uma fotoa inspirar uma pintura, o segundo, o inverso, como uma pintura pode influenciar uma foto e mesmo toda uma campanha de marketing.

 

 

Fonte:

FOTOGRAFIA E DESIGN

 

O artista plástico britânico Henry Hadlow em seu novo projeto “Tell a Lie” (em português, conte uma mentira) mostra a sua visão e conceito sobre o uso do Adobe Photoshop na manipulação fotográfica nos dias de hoje. Ele comenta que as mentiras mais contraditórias são feitas com o auxílio do software e que os chamados “novos fotógrafos” que manipulam as suas fotos acabam contando uma história diferente da proposta pela fotografia “pura” e não manipulada. Ele aponta a foto de Liu Weiqiang, como um exemplo. Vale a pena conhecer um pouco do seu projeto abaixo:

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