arquivo

Arquivo da tag: Aloísio Magalhães

No dia 13 de Junho de 1982, Magalhães faleceu em Pádua, na Itália, vítima de um derrame cerebral quando tomava posse como Presidente da Reunião dos Ministros da Cultura dos Países Latinos.

Reconhecendo a sua importância e sua notoriedade, no ano de sua morte a Galeria Metropolitana de Arte do Recife passou a ser chamada de Galeria Metropolitana de Arte Aloísio Magalhães, e 15 anos depois de Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães.

E no ano de 1988, o então Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, assina um decreto que institui o dia do nascimento de Magalhães, 05 de Novembro, como o Dia Nacional do Design.

Na grande maioria dos trabalhos desenvolvidos por Aloísio Barbosa Magalhães, o designer utilizava o recurso de espelhamento e rotação dos elementos. Mas o trabalho feito para a comemoração do IV Centenário do Rio de Janeiro ganhou destaque não apenas pela resolução de uma identidade visual, mas também porque foi um dos poucos projetos que conquistaram a admiração pública. Prova disso foi como a população aplicou e utilizou-se da marca: pipas, maiôs, fantasias de escola de samba, desenhos comemorativos em paredes e ruas, tatuagens, etc.

A solução proposta para o símbolo dessa data comemorativa utiliza o algarismo 4 duplamente refletido, onde o todo reproduz o valor da parte, além de ter um sentido simbólico, pois este aproxima-se da cruz de malta dos portugueses que, historicamente, são os fundadores da cidade.

No ano de 1966, Aloísio Magalhães desenvolveu o layout da nova moeda brasileira, após seu projeto ter sido selecionado no concurso para tal. Essa obra de Magalhães rendeu muitos elogios devido à inovação que ele utilizou na moeda, pois ele se utilizou do efeito moiré, que é um desalinhamento reticular, para assim, gerar um efeito óptico de difícil reprodução.

E quando houve o redesenho da moeda, ele participou inovando mais uma vez, intervindo na funcionalidade da cédula. Percebeu que a grande dificuldade era o fato do dinheiro possuir o lado de cima e de baixo e assim reconhecer o seu valor. Então propôs que as notas possuíssem espelhamento (característica de vários de seus projetos), portanto, a moeda não tinha mais a distinção de lado de cima ou de baixo. Independente da posição que fosse visto, teria a mesma leitura.

Algumas das criações de Aloísio Magalhães:

Este slideshow necessita de JavaScript.

Retirado de: http://www.revistacliche.com.br/2012/11/aloisio-magalhaes/

 

Anúncios

Aloísio Magalhães é considerado um dos pioneiros na introdução do design moderno no Brasil, tendo ajudado a fundar a primeira escola superior de design neste país, a Escola Superior de Desenho Industrial do Rio de Janeiro (ESDI). É normalmente considerado pela crítica um dos mais importantes designers gráficos brasileiros do século XX.
Aloísio Magalhães nasceu no dia 5 de novembro de 1927 em Recife, Pernambuco. Formou-se em direito na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em 1950, época em que participou como cenógrafo e figurinista no Teatro do Estudante de Pernambuco.
Fundou a oficina O Gráfico Amador na década de 50 com mais três amigos para possibilitar a publicação de textos do grupo já que o mercado editorial da época não trabalhava com trabalhos experimentais. Foi lá que Magalhães iniciou sua vida de designer. A oficina teve uma influência significativa sobre o design brasileiro por causa de suas experiências tipográficas.
Graças ao O Gráfico Amador, Magalhães conheceu Ariano Suassuna (amigo da oficina) que por sua vez convidou o designer a fazer a capa do livro Ode.

Capa e contracapa do livro Ode, de Ariano Suassuna, criada por Aloísio Magalhães

Com bolsa do governo francês, estudou museologia em Paris, entre 1951 e 1953, também frequentou o Atelier 17, um centro de divulgação de técnicas de gravura, onde foi aluno do gravador Stanley William Hayter.

Recebeu outra bolsa de estudos em 1956, desta vez pelo governo americano para ir aos Estados Unidos e se dedicar às artes gráficas e à programação visual. Foi lá onde publicou os livros “Doorway to Portuguese” e “Doorway to Brasília” e lecionou na escola de arte do museu de Philadelphia.

Além de designer, foi artista plástico e secretário geral do Ministério da Educação e da Cultura (MEC). Foi diretor do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e esteve sempre ligado a questões próprias da cultura brasileira. Fundou em 1960 o escritório M+N+P (Magalhães, Noronha e Pontual) em conjunto com Luiz Fernando Noronha e Artur Lício Pontual, posteriormente se transformando na atual PVDI – Programação Visual Desenho Industrial.
Ao lado dos novos sócios Joaquim Redig e Rafael Rodrigues, projetou a identidade visual da Petrobrás, do IV Centenário do Rio de Janeiro em 1964 (seu primeiro trabalho de grande repercussão público) e no ano seguinte, desenhou o símbolo para a Fundação Bienal de São Paulo. Foi também em 1965 que Magalhães criou o primeiro logo da TV Globo, uma estrela de quatro pontas.

Logos criados por Aloísio Magalhães

Ele também foi responsável pelo projeto gráfico das notas do Cruzeiro Novo (adotada no país a partir de 1966). Em 1975, fundou o Centro Nacional de Referência Cultural e, em 1979, foi nomeado diretor do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan. No ano seguinte, tornou-se presidente da Fundação Nacional Pró-Memória, quando inicia campanha pela preservação do patrimônio histórico brasileiro.

Cédula do Cruzeiro Novo e logo da Light

Aloísio Magalhães faleceu no dia 13 de junho de 1982 em Pádua, Itália. Em sua homenagem, a Galeria Metropolitana de Arte do Recife passa a denominar-se Galeria Metropolitana de Arte Aloísio Magalhães, em 1982. Em 1997, o nome da instituição é alterado para Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães – MAMAM. Conheçam o site do Mamam. Acesse http://www.mamam.art.br

No ano de 1998, o então Presidente da República Fernando Henrique Cardoso assinou um decreto instituindo o aniversário de Aloísio Magalhães – dia 5 de novembro – o dia nacional do designer.
Considerado um dos pioneiros do design moderno no Brasil, Aloísio Magalhães deixou um legado de trabalhos e é uma referência obrigatória aos estudantes brasileiros de design.

Felipe Taborda e João de Souza Leite escreveram o livro “A Herança do Olhar: o Design de Aloisio Magalhães”.

Capa do livro “A Herança do Olhar: o Design de Aloisio Magalhães”

O livro documenta e revela a trajetória de Aloisio Magalhães nas múltiplas atividades que o transformaram em referência e paradigma tanto para o desenho industrial brasileiro, como para a formulação de políticas culturais.

Video:
http://www.youtube.com/watch?v=-2EXaKGrbeY&feature=player_detailpage

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Alo%C3%ADsio_Magalh%C3%A3es

http://design.blog.br/design-grafico/perfil-aloisio-magalhaes

http://www.gruposal.com.br/site/?tag=aloisio-magalhaes&cat=12