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Jeaan Carllos’

Quando mudar a identidade visual?

A identidade visual de uma empresa reflete, entre outras coisas, seus valores, sua missão, sua posição diante do cliente e do mercado, etc. Mudar a marca e a identidade visual de uma empresa sempre é algo que gera um certo receio e deve ser avaliado com muito cuidado. Muitas vezes a identidade visual da empresa já está tão fixada na mente dos clientes graças ao brandingque torna a mudança um tema ainda mais delicado.

Pode não parecer, mas as marcas e identidades visuais também tem prazo de validade, é muito difícil uma marca ser atemporal por mais que as mudanças que ela precise sofrer sejam pequenas ela ainda assim terá que passar por mudanças.

A marca deve acompanhar as mudanças da empresa. Não me refiro as pequenas mudanças mas sim aquelas que são relacionadas a evolução da empresa e principalmente do público a quem aquela marca se destina.

Um exemplo disso é a marca de conhaque “Dreher” do grupo “Campari” que recentemente mudou sua identidade visual após constatar através de pesquisas que o comportamento de seus consumidores havia mudado.

Outra marca que teve uma repaginada foi a do SENAC que após realizar uma pesquisa com seus alunos e funcionários identificou algumas características que fazem com que a instituição seja reconhecida nacionalmente. A nova marca possui uma aparência mais moderna e procura transmitir inovação, flexibilidade, leveza e liberdade. Para o lançamento e divulgação da nova marca foi lançada uma campanha nacional que trazia o seguinte conceito: `uma nova marca, a competência de sempre`.

A mudança na identidade visual deve ser vista como uma evolução tanto da marca quanto da entidade que ela representa, a marca deve acompanhar o crescimento e evolução da empresa e seus consumidores.

Independentemente do tamanho da empresa, a mudança da identidade visual deve ser acompanhada de uma boa divulgação visando deixar os clientes informados da mudança e serve também para ajudar a empresa a passar por essa transição sem perder a confiança e credibilidade dos clientes que já estão habituados com a antiga identidade da empresa.

Novo logo da Microsoft

As mudanças na identidade visual tanto de uma empresa quanto de um profissional são importantes, seja para acompanhar as mudanças dos clientes ou adequar-se as novas expectativas do mercado. Essa mudança sempre deve ser tratada como uma evolução da marca e não como a morte dela para o surgimento de outra. O designer tem um papel fundamental nessa mudança pois é ele o responsável por representar em forma de linhas, cores e texturas os novos comportamentos dos clientes ou da empresa fazendo a marca amadurecer sem perder a identidade.

Você já teve que mudar a identidade visual de uma empresa? Como foi essa experiência? Deixe um comentário!

É isso ai pessoal até a próxima,espero que tenham gostado e ‘Stay TRIUMPHANT♥’

 

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Bom Design é durável

Para Rams, uma das coisas que faz um projeto ser considerada um “bom Design” é ele ser atemporal e durável.

A cultura materialista que vivenciamos hoje preza pela criação de produtos descartáveis, para incentivar o fluxo maior de produtos, estimulando assim o mercado. Além disso, criar produtos, sejam eles tridimensionais ou gráficos considerando modismos e tendências, tornou-se comum, com isso temos uma infinidade de produtos que se desatualizam e se tornam ultrapassados em poucos meses de uso.

De fato, nem todo projeto precisa perdurar durante anos. Produtos simples, como um cartaz, ou outros materiais do gênero podem usar de tendências na criação do seu conceito, cabe ao profissional saber quando usar de tais ferramentas.

Outros projetos, como Identidades Visuais, não podem ser projetados usando tendências passageiras, pois este tipo de trabalho é desenvolvido para ser usado por décadas sendo funcional e esteticamente agradável, e nunca parecer defasado. Uma Identidade Visual, por exemplo, se solidifica no mercado através de um bom branding e de sua aplicação em diversos materiais de forma unificada, mas tudo isso demanda de tempo. Como estabelecer uma aplicação uniforme se o produto sofre alterações constantes?

Além disso, os produtos devem ser desenvolvidos para serem fisicamente capazes de suportar o tempo. Provavelmente você tem algum produto velho em casa que ainda funciona, por outro lado aquele eletrodoméstico que comprou mês passado já não funciona mais tão bem.

Essa tendência em criar produtos de curta duração, para incitar o mercado é ruim, não apenas para o design, mas para todo o mundo. Com esse tipo de estratégia, a geração de lixo aumenta muito, pois o descarte de produtos (quaisquer que sejam) é muito superior a de alguns anos atrás. Somando a isso o número cada vez maior de consumidores, temos uma montanha de lixo gerada a cada dia, em grande parte devido a produtos projetados para durar pouco.

Importante lembrar também, que muitas vezes o prazo de vida de um produto depende muito do material com o qual ele é produzido. Isso não vale apenas para design de produtos, mas gráfico também. É importante lembrar que o Design gráfico também tem uma série de características técnicas envolvidas no fluxo de trabalho, e tais características devem ser consideradas no momento da criação. Produtos mais duráveis podem custar mais caro, mas muitas vezes o investimento vale a pena.

Criar um produto capaz de se estender através de décadas sem nunca ficar desatualizado ou antiquado não é uma tarefa fácil, e muitas vezes falhamos ao tentar faze-lo. Como tudo no “bom design”, a durabilidade de um produto é definida durante sua criação, e para levar em consideração mais este elemento, devemos ter tempo para pesquisas e estudos, e como todos sabemos, tempo é um artigo raro (e caro) hoje em dia, não apenas no Design.

É isso ai pessoal até a próxima,espero que tenham gostado e ‘Stay TRIUMPHANT♥’

 

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Bom Design se preocupa com o meio ambiente

Se preocupar com o meio ambiente ajuda a construir e solidificar valores em torno de um produto, embora o “ecodesign” seja uma tendência atual, Rams já previa sua importância há muito tempo, e faz do Design sustentável um dos seus 10 princípios para o bom Design.

Apostar em sustentabilidade nem sempre é uma tarefa fácil, e muitas empresas ainda não se dispõem a investir na área, que muitas vezes exige alterações em produtos, novas técnicas de produção, materiais diferentes, etc.

É importante tentar convencermos o cliente de que um produto que tem uma preocupação com o meio ambiente não é apenas mais um gasto desnecessário, mas sim um investimento na solidificação (ou até mesmo na construção) dos valores da empresa, tão importantes hoje em dia, uma vez que cada vez mais os clientes se preocupam com o contexto social das marcas e produtos. Além disso, investir em ecodesign é investir em um futuro melhor, investir em técnicas sustentáveis que não vão desgastar o planeta.

Hoje em dia vivemos uma forte tendência ao descarte, afinal, comprar se tornou uma tarefa diária, e cada vez mais acessível, criar produtos mais duráveis, produtos que resistam ao tempo, esteticamente agradáveis, etc, são atitudes que ajudam a combater o descarte desnecessário, além de fortalecerem a marca, uma vez que o produto começa a fazer parte do cotidiano da pessoa.

Na hora de investir em um Design sustentável, diversos fatores devem ser levados em consideração. No livro Design de Identidade da Marca, Alina Wheeler cita uma série de perguntas que o designer, ou a equipe inteira, devem se fazer durante a etapa projetual:

  • Precisamos mesmo?
  • Foi projetado para minimizar o desperdício?
  • Pode ser menos, mais leve ou feito com menos materiais?
  • Foi projetado para ser durável ou multifuncional?
  • Utiliza recursos renováveis?
  • A reutilização é prática e estimulada?
  • O produto e a embalagem podem ser reutilizados, reciclados e concertados?
  • É feito de materiais reciclados ou reaproveitados? Caso afirmativo, quanto?
  • Os materiais estão disponíveis em uma forma menos tóxica?
  • Vem de uma empresa social e ambientalmente responsável?
  • É fabricado na região?

Essas perguntas, presentes no livro Design de Identidade da Marca (uma ótima indicação de livro para se ler, para qualquer Designer que quer saber como fortalecer ou criar uma marca) são de autoria de Chris Hacker, vice-presidente sênior de design da Johnson & Johnson, sendo assim uma ótima orientação na criação de um “produto verde”.

Ressalto aqui a importância de se ter comprometimento e se honesto com aquilo que esta prometendo, ou seja, considerar todos as aspectos do seu produto antes de assumir publicamente que se trata de um projeto sustentável. Os usuários em geral se tornam cada vez mais analíticos, e qualquer “falha” será facilmente descoberta, o que pode acarretar uma série de problemas, além de ser prejudicial para a imagem do produto e da marca a qual ele pertence.

Wheeler cita, de forma bem direta e sucinta 33 pontos de contato da sustentabilidade, ou seja, 33 fatores em que as empresas podem fazer a diferença. Esses pontos vão desde redesenhar o processo de fabricação até a  valorização da saúde e do bem-estar.

Do princípio ao fim

O projeto sustentável começa em sua fabricação, onde devem ser priorizadas técnicas que não agridem o meio ambiente, passando pela estratégia de venda e usabilidade do produto, que também devem manter a consciência verde e finaliza no descarte dele, que deve sempre ser prevista para evitar aumento de lixo, sendo a reciclagem ou reaproveitamento ótimas alternativas. Na minha opinião um produto que pode ser reutilizado é muito mais eficiente que um que pode ser reciclado, uma vez que a reciclagem ainda anda a passos lentos no Brasil.

As demais empresas envolvidas no desenvolvimento do produto (gráficas, fabricas de papel, etc) devem, preferencialmente, seguir parâmetros semelhantes. Assim o produto adquire status de sustentável em todos os seus aspectos.

Inove em seus projetos, vá atras de novas técnicas e novos materiais; seja universal na estética, projeto produtos que sejam duráveis e não priorizem pelo descarte desnecessário,

É isso ai pessoal até a próxima,espero que tenham gostado e ‘Stay TRIUMPHANT♥’

 

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Os mascotes e as marcas no design – Parte 2

Os mascotes junto com as marcas tem um grande poder na propagação de uma ideia ou conceito, mas para isso ele precisa ser bem elaborado. É importante observar algumas coisas importantes no momento da criação de um mascote.

Assim como as marcas os mascotes também estão muito presentes em nossas vidas. E assim como as marcas seguem normas e regras de representação, os mascotes também possuem elementos que devem ser observados no momento de sua criação.

Principais características dos mascotes

Mascotes, normalmente, são representados de forma simples e até mesmo caricatos, quando são representados como humanos são baixinhos com as partes do corpo alteradas como mãos com apenas quatro dedos, nariz grande, cabeça maior que o corpo, etc.

Os mascotes devem ser representados, preferencialmente, de maneira bem clean, ou seja destacando apenas as suas partes mais importantes e evitando detalhes desnecessários.

Veja como exemplo o mascote da copa do mundo de 2014, se você já viu um tatu bola de verdade, mesmo que apenas por fotos, perceberá que o mascote da copa não mostra os pelos que o animal possui e que vem por debaixo da couraça, ele também não foi representado com as mesmas cores que o animal real que possui uma couraça com uma cor mais parecida com o marrom e a pele acinzentada, ao invés disso o mascote da copa é representado com a couraça azul e a pele meio alaranjada.

Um outro exemplo dessa estilização é o mascote da SEGA, o Sonic, o personagem não lembra muito um ouriço, animal que serviu de modelo para a criação do personagem.

Independentemente do segmento em que fazem parte, mascotes, normalmente, tem um belo sorriso no rosto mostrando sua grande alegria em estar representando aquela marca, estão sempre animados e ativos executando alguma ação.

Os mascotes não precisam ser sempre representados na forma de animais mas também costumam aparecer como objetos animados, robôs e até mesmo elementos da natureza.

Essas são apenas algumas das características mais importantes de se incluir na criação dessa poderosa ferramenta de marketing que são os mascotes.

É isso ai pessoal até a próxima,espero que tenham gostado e ‘Stay TRIUMPHANT♥’

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Os mascotes e as marcas no design – Parte 1

Uma das saídas que empresas buscam no momento de criar sua identidade visual é a utilização de um mascote, mas você já se perguntou qual é o melhor na hora de representar a identidade visual, se é a logo ou o mascote?

 

As mascotes são elementos que estão muito presentes em marcas e em campanhas de publicidade, alguns são tão marcantes que já se tornaram ícones.

Sendo assim eu decidi fazer uma série de três artigos falando um pouco sobre essa poderosa ferramenta do marketing e também do design que são os mascotes.

Mascote ou simbolo? Você sabe a diferença?

De maneira bem simples os mascotes são personágens criados para representar uma marca ou um evento, normalmente são representados na forma de animais embora isso não seja uma regra pois é possível encontrar mascotes em várias formas que não animais, eu mesmo posso lembrar de uma máquina de passar cartão de crédito e uma embalágem de esponja de aço.

Muitas empresas costumam escolher por ter um mascote como marca ou em alguns casos o mascote faz parte da marca e auxilia na identidade visual da empresa, produto, evento, etc.

Porém não devemos confundir os mascotes com os simbolos em forma de animais, algumas marcas por exemplo tem animais como simbolo que fazem parte da composição mas que não são mascotes.

Mascotes não são estáticos, ou seja, eles tem outras representações gráficas sem perder seu significado, são personágens animados que podem ser representados correndo, pulando, dançando e mesmo assim mantém seu significado.

Já os simbolos, normalmente, não podem ser alterados pois podem mudar a composição e, consequentemente, o significado da marca.

Recentemente tivemos na mídia a divulgação do mascote da copa do mundo de futebol de 2014 que será realizada no Brasil. O mascote escolhido foi o tatú-bola, animal genuinamente brasileiro. A escolha do animal como mascote foi oportuna pois chama a atenção para o fato de o tatú-bola estar ameaçado de entrar na lista de animais em extinção.

 

 Marca gráfica ou mascote? Qual o melhor?

Na verdade não existe um melhor ou pior, isso é muito relativo, acredito que os mascotes são uma ferramenta que agrega valor a marca e possuem algumas vantágens pelo fato de serem altamente mais fáceis de serem lembrados.

Faça um teste, você lembra desse cachorro que foi mascote de uma das copas do mundo de futebol? E aí lembrou? acredito que você se lembre dele mesmo que seja vagamente, mas e da marca do evento  você lembra?.

Uma outra vantágem dos mascotes é que eles podem ser representados de algumas formas que as marcas, normalmente, não conseguem, como por exemplo: brinquedos, animações, fantasias, entre outros objetos.

No próximo artigo vamos ver quais são as principais caracteristicas que devem ser utilizadas na hora de criar um mascote.

Qual dos dois você considera melhor para representar uma empresa ou evento, a marca gráfica ou o mascote?

 

É isso ai pessoal até a próxima,espero que tenham gostado e ‘Stay TRIUMPHANT♥’

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Bom Design se preocupa com TODOS os detalhes 

Um bom Design considera todos os aspectos do projeto, desde suas características funcionais e estéticas até seus mínimos detalhes.

Mas ninguém vai ver

Um dos maiores enganos de quem está começando (ou infelizmente, de que já começou a muito tempo), é achar que o usuário do produto não vai perceber os detalhes. Quando os detalhes estão presentes o usuário pode até não percebê-los, mas com certeza ele irá perceber se eles estiverem ausentes. Muitas vezes a percepção do usuário é muito maior do que ele mesmo imagina, e é por esse tipo de coisa que mesmo trabalhos bem projetados, que são funcionais e esteticamente agradáveis, acabam parecendo “feios”.

Os pormenores de um trabalho muitas vezes são o seu grande diferencial. No Design de produtos, prestar a máxima atenção aos detalhes é necessário não apenas para um acabamento melhor no projeto, mas também por fatores de ergonomia e segurança do usuário (imagine um brinquedo para crianças com partes que se soltam ou que são cortantes, embora possa parecer óbvio, esse tipo de descuido com os detalhes de um projeto é bem comum).

No Design Gráfico o acabamento tem papel fundamental na diferenciação do projeto. Um dos exemplos mais clássicos são cartões de visitas, que usam de inúmeros tipos de acabamentos especiais (verniz localizado, laminação fosca, faca de corte especial, letterpress, etc) para se destacarem dentre os demais.

Desde o princípio

Comumente acabamento e pormenores são relacionados com o final do trabalho, mas é essencial que todos os detalhes do projeto sejam considerados desde o principio, uma vez que o layout que será desenvolvido, os materiais que serão utilizados, a técnica de impressão empregada, o prazo do projeto, absolutamente tudo deve ser considerado para que o acabamento seja satisfatório, pois todos os fatores se relacionam para chegar ao resultado final.

Se você quer usar verniz localizado, por exemplo, deve considerar que o verniz pode apresentar um deslocamento de até 1mm, por isso não deve ser aplicado sobre áreas de pequena espessura ou sobre textos. Conhecer as etapas e detalhes da própria produção industrial gráfica também é importante, uma vez que as características técnicas precisam ser consideradas, principalmente nas etapas de acabamento, uma vez que muitos acabamentos exigem suportes especiais, ou não podem ser usados junto com outros.

letterpress, por exemplo, é um dos acabamentos mais elegantes que eu conheço. Essa técnica possibilita uma impressão em baixo relevo no papel, um detalhe que para muitos pode não parecer viável (uma vez que demora para ser feito e costuma custar bem caro), mas que faz toda a diferença no produto final. No entanto, o letterpress muitas vezes é feito de forma errada por falta de conhecimento técnico. Essa técnica fica melhor em papeis de corpo elevado, mas gramatura não muito alta, mas muitas vezes o designer envia a proposta de trabalho para a gráfica solicitando um papel de gramatura alta, como papel triplex.

A pirâmide do acabamento

Prestar atenção a todos os detalhes deve ser uma prática comum de qualquer profissional em qualquer trabalho, mas infelizmente investir em acabamentos mais refinados nem sempre é possível. Um bom acabamento exige três coisa: aplicação correta e coerente por parte do designer, tempo de produção e dinheiro.

A coerência deve estar presente em todas as partes do trabalho, inclusive no acabamento. Cada tipo de técnica “combina” com determinados conceitos; o letterpress por exemplo, costuma ajudar a acentuar a elegância de um material, por isso é muito usado em convites de casamento. Verniz localizado sobre laminação fosca dá maior destaque aquela área do produto, por isso é muito usado sobre marcas, etc.

Além disso, um acabamento refinado exige um prazo de projeto maior, uma vez que a tinta da impressão precisa estar bem seca, e algumas técnicas exigem a criação de matrizes, ou gravação de chapas. Além de que muitas etapas são praticamente artesanais, e muitas vezes precisam ser feitas de forma manual.

Por fim, mas tão importante quanto as demais, é levar em consideração o valor disponível para ser investido no projeto. Acabamentos geralmente custam caro (alguns deles bem caro), e muitas vezes a verba não será suficiente, cabe a você tentar negociar com o clientes, mostrando as vantagens de se investir um pouco mais, ou adaptar o projeto as limitações técnicas, mas nunca deixando de supervisionar o projeto para que mesmo as técnicas mais simples sejam aplicadas com perfeição.

É isso ai pessoal até a próxima,espero que tenham gostado e ‘Stay TRIUMPHANT♥’

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Limitações no design: como isto nos afeta?

O Twitter anunciou suas novas diretrizes de interface, levando a comunidade de desenvolvedores e designers à loucura. Mas o que isto tem a ver com quem não trabalha com desenvolvimento de aplicativos? Nada. Mas isto não quer dizer que esse exemplo não possa servir de utilidade. Então, qual lição que podemos tirar disto?

O grande diferencial do Twitter são os vários aplicativos existentes. São aplicativos web, desktop e para aparelhos móveis que trazem características diferenciadas, possibilitando que um usuário (twitteiro) possa usar algo além dos aplicativos oficiais.

Não gosta da interface do app de iOS oficial por ele não ser muito usável? Tudo bem! Tem oTweetBot com uma interface limpa e com gestos configuráveis. Você tem múltiplas contas para gerenciar no Twitter, além de outras no Facebook e outras redes sociais? Ter vários navegadores abertos logados em diferentes contas do Twitter é um saco, então a melhor escolha é o Hootsuite. Quer usar um aplicativo no seu desktop? Tweetdeck. A beleza do Twitter é a variedade de aplicativos, interfaces e funcionalidades diferentes. Mas talvez isto mude.

Recentemente, o Twitter anunciou novas diretrizes de interface para qualquer aplicativo que usa a API deles. É compreensível eles quererem padronizar a experiência e marcar o branding deles rede afora – mas isto geralmente se limita a dizer “Olha, esse é o logo oficial. Não usem nenhum outro em seus aplicativos“.

Logo do Twitter

As novas diretrizes

Entre as novas diretrizes de interface, você encontra coisas como:

  • O avatar do usuário, nome e nome de usuário (@username) sempre precisam estar visíveis;
  • Nome e @username precisam estar em uma linha só, com o nome vindo primeiro;
  • Avatar deve estar sempre do lado esquerdo do nome, @username e texto do tweet;
  • O tweet deve ser mostrado debaixo do nome e @username e não deve ser alterado de nenhuma forma;
  • Ícones de Reply, Retweet e Favoritar devem sempre estar visíveis para que o usuário interaja com eles;
  • O timestamp (data e hora) deve estar sempre visível no canto superior direito;

Existem várias outras regras descritas na página oficial do Twitter que precisam ser seguidas.

Eu falei “precisam”, no sentido de “é obrigatório”. E como que o Twitter vai forçar isto? Simples: se o desenvolvedor não seguir essas regras, ele pode ter a chave de API cancelada e seu aplicativovai parar de funcionar.

Com tantas diretrizes, a criatividade fica muito limitada e o designer vai passar mais tempo tentando conciliar essas obrigações na sua interface do que criando algo realmente diferente.

Hootsuite

No final das contas, todas as interfaces vão ficar similares aos aplicativos oficiais – fazendo com que as pessoas parem de procurar aplicativos alternativos e levando as empresas que se dedicam a isto à falência.

O resultado desse anúncio? Um desenvolvedor resumiu bem:

Twitter, vá se danar. Você acabou de me poupar muito tempo com desenvolvimento, pois eu não vou ficar puxando o saco de um serviço que vai descer o ralo.

No final das contas, o Twitter vai possivelmente ter o mesmo fim de outras grandes redes sociais (como o MySpace ou Orkut) – basta surgir uma alternativa melhor e mais interessante.

Mas, e o Kiko?” você pergunta. “Eu não sou desenvolvedor de aplicativos de Twitter. Por que devo me preocupar?“. Ok, você realmente não tem com o que se preocupar. Mas isto não quer dizer que não exista uma lição que podemos tirar desta história.

Moral da história

Um pouco de limitação faz bem – veja o caso do MySpace que permitia trocar todo o design da rede social. Virou um caos. Mas excesso de imposições no design também pode afetar um produto negativamente.

As diretrizes são realmente necessárias? Como que isto vai impactar os aplicativos que já existem e os usuários que usam-no?

Talvez a equipe responsável pelo branding do Twitter não levou isto em conta, talvez levou mas decidiu ignorar para que seus aplicativos oficiais fossem uma escolha melhor em comparação aos outros. Não estou dizendo que grandes empresas como o Hootsuite vão falir, mas seria ignorância descartar essa possibilidade.

A lição que podemos tirar dessa história é que imposições muito duras e restritivas podem afetar negativamente um produto, assim como limitação nenhuma.

Post retirado de http://design.blog.br/design-grafico

É isso ai pessoal até a próxima,espero que tenham gostado e ‘Stay TRIUMPHANT♥’

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