arquivo

rosemara gonçalves de oliveira

Processos de uma Restauração
Como fazer com seriedade e competência

O trabalho de restauração é algo minucioso e requer conciência, competência, paciência e humildade de quem o faz. São estes os requisitos básicos para realizar um trabalho deste porte com sucesso.
Para facilitar o entendimento de todo este processo, siga os passos que estarei fornecendo a seguir:

 

 

 

Marca e Nacionalidade: O primeiro passo é confirmar a marca e nacionalidade. Neste caso, era usual que estas bicicletas viessem com coroa, emblemas de paralama e de quadro, eixo central, etc, com o nome da fábrica. Sempre existe um vestígio do local de fabricação. Você pode encontrá-los desmontando a bicicleta e analisando as peças. A própria pintura, se estiver boa e original, ajuda neste caso. Existem determinados padrões que indicam sua nacionalidade, tal como a bicicleta inglesa, que possui um mesmo tipo de pintura para a maioria das bicicletas de sua época. Outro caso são as bicicletas alemãs, que por característica, em sua maioria possuem setas radiais no quadro e garfo. Cada bicicleta é uma história diferente, com uma marca diferente, acessórios diferentes e que muitas vezes, tornam-se difíceis de localizar tanto a marca e nacionalidade, bem como caracterizá-la na linha do tempo. É um trabalho muitas vezes difícil mas não impossível de se fazer. Confira todas as marcações que sua bicicleta possa apresentar: emblemas, guidon, quadro e garfo, tipos de punho, cubos, pedais, peças internas, etc… Tudo facilitará para se chegar ao objetivo final.

Características: Algumas bicicletas tem por características, determinados tipos de mecânica que normalmente determinam sua procedência, tal como as inglesas que tem o pedivela tipo chaveta. Nas alemãs anteriores a 2ª Guerra Mundial, este sistema é de eixo cônico quadrado (piramidal), triangular ou sextavado, sendo encaixado sob pressão, sistema este aplicado até nossos dias. Existem bicicletas alemãs deste período, que também possuem o sistema de chaveta, mas não são tão comuns nas mais antigas, sendo mais usados à partir dos anos 50. As suécas já possuem o sistema de pedivela monobloco (Fauber) que normalmente tem a gravação de ano e fabricante no interior da caixa central. Francesas e italianas também usam o sistema de chaveta, sendo diferenciadas na medida das roscas (35mm; 36mm) nos sistemas de freio, acabamentos do quadro, etc… Era usual, em alguns casos de marcas européias, que a mecânica seja a mesma, inclusive vários dos ítens mecânicos. As fábricas de bicicletas em sua maioria tercerizavam serviço, isto é, nem sempre as peças eram feitas diretamente pela fábrica, mas sim sob encomenda a empresas menores ou em casos de falta de componentes na linha de produção. Procure sempre encontrar as gravações das peças, pois muitas vezes você vai descobrir a nacionalidade de sua bicicleta através destes componentes.

Datação: Para ter uma idéia do seu veículo na linha do tempo, é necessário que antes entenda-se como o mercado funcionou aqui no Brasil. Até meados dos anos 30, a indústria de bicicletas européias exportava muitos dos seus modelos ao Brasil. Eram bem variados, bem como suas nacionalidades. A indústria alemã dominou este mercado até a Segunda Grande Guerra, quando perdeu terreno para outras marcas. Desde o início do século, a maioria das bicicleta vindas para o Brasil eram desta procedência. Apenas se moldavam ao tipo de mercado, como a exemplo: na Região Sul o freio contrapedal e no Sudeste o freio de mão e roda livre. Após a 2ª Guerra, a Alemanha estava repleta de problemas e foi obrigada a se voltar-se internamente. As bicicletas inglesas retomaram as vendas com muito mais força e modelos do que antes. Da Suécia vieram marcas que tornaram-se a febre de mercado, tanto que todas as outras bicicletas tiveram de se modernizar para acompanhar tais concorrentes. As cores tradicionais européias, como o preto das alemãs e o azul royal das inglesas logo mudaram para vermelho vivo, laranja, marron, etc… Tudo para manter o seu mercado consumidor. Pode se dizer que a maioria das bicicletas italianas, francesas e inglesas tiveram sucesso nas vendas do pós-guerra. Já estavam aqui antes disto só que em quantidades menores que as outras, dependendo da região e do gosto do público consumidor, mas realmente obtiveram o sucesso desejado no fim dos anos 40 e início dos anos 50. Nas bicicletas alemãs, caso sejam bem originais, você pode obter o ano de fabricação no casco do cubo traseiro contrapedal Torpedo (Fichtel & Sachs), também chamado de Águia, ou nas peças internas que sempre têm a marcação da fábrica e os dois dígitos de ano em seqüência. Nas inglesas isto torna-se mais difícil, pois normalmente nos cubos roda livre não se encontram estes detalhes de ano. Nesse caso você encontrará o ano no cubo contrapedal Perry, no braço do freio. Lá estão as inscrições do ano de fabricação. A exemplo, cita-se no braço (lado interno) as iniciais 51-05 que significam lote ou mês/1951. Sempre procure estas marcações, pois não se pode deixar passar em branco tal vestígio. Em muitos dos casos, esses vestígios não são garantia 100% de uma datação, mas ajudarão a situar cronologicamente sua bicicleta.

Restauração: Para que uma bicicleta seja considerada restaurada, todos os seus detalhes tem de ser originais de época, bem como pintura e sua parte mecânica no padrão fábrica. É necessário que se tenha bem em mente o que se pretende fazer, pois uma pequena modificação, pode mudar todo o curso da restauração.

“Em algumas bicicletas a restauração é um atentado contra a história, pois seu estado original deve permanecer intacto. Somente se restaura uma bicicleta antiga, quando ela realmente perdeu toda a sua integridade. Possíveis tentativas de restauração em um modelo original em perfeita conservação podem não ter um final feliz!”

“Procure manter a originalidade de sua bicicleta, pois uma pintura bonita e uma nova cromagem não equivalem a qualidade do original, desde que esteja em bom estado.”

“Para os verdadeiros conhecedores do assunto, o original sempre terá mais valor pela conservação do padrão de uma época e principalmente pela manutenção da história do veículo!”

O primeiro passo após a desmontagem, é a verificação de peças, sua utilidade mecânica, seu estado geral, etc… Guarde bem todas as peças e faça uma relação de tudo que está em bom e mau estado. As peças que não se encontram em perfeitas condições devem ser recuperadas, ou em último caso trocadas por peças de mesma marca e procedência para que a bicicleta volte a ficar perfeita.

“Ter uma bicicleta antiga com aparência perfeita e que não anda por problemas mecânicos de nada adianta.”

Procure recuperar todas as peças, trabalhar com um torneiro que conheça de têmpera, pois muitas vezes, você vai ser obrigado a reproduzir artesanalmente tais partes mecânicas. Após complementar a bicicleta com as peças e acessórios novos ou replicados, leve-a para remover a pintura com jato de microesferas de vidro para que seja feita a limpeza da lataria. Passe fundo em todas as peças o mais rápido possível e monte-a novamente para os ajustes de lata. Tudo deve ser feito antes da pintura, pois caso contrário, esta terá de ser retocada senão refeita. Faça os ajustes seguindo sempre o padrão fábrica, eliminando trincas e frestas que o tempo e os acidentes de percurso deixaram na bicicleta. Para amassados no quadro, procure um latoeiro experiente para que ele trabalhe sem usar muitas soldas e massa. O ideal é usar pouca solda e pouca massa. Peça para que ele desentorte ou desamasse o quadro ou as chapas sempre com o martelinho. A massa e a solda somente serão usadas em último recurso e no acabamento final. O produto de seu trabalho já começa a se definir. Suas peças já estão coletadas e a bicicleta começa a tomar forma. Faça mais uma montagem e veja se tudo está a gosto, se os paralamas contornam perfeitamente as rodas, se a caixa central está virando perfeitamente, se os freios funcionam e estão corretos, etc. Após toda esta maratona, é só desmontar, preparar para a pintura e finalizar.


Pintura: Este é o trabalho que caracterizará sua bicicleta como “Antiga”. O charme destes veículos é basicamente a pintura filetada e para isto, o profissional tem de ser de primeira qualidade. Após toda a preparação, fundo, massa fina de acabamento, começa o trabalho de pintura. A bicicleta recebe a cor escolhida pelo proprietário (preferencialmente optar pela cor original), e depois é feito todo um trabalho de filetagem à mão livre para que apresente o mesmo padrão de época. Muitas bicicletas têm na sua pintura uma característica especial, como citei anteriormente, mas acima de tudo, tem de ser original.

 

“Se não for original, se foi alterada a cor de filetes ou coisa parecida, ja é o suficiente para descaracterizar a bicicleta e torná-la uma bicicleta recuperada, sendo que já não é mais um serviço de restauração e sim de recuperação.”

“Nunca dê um “toque pessoal” na pintura de sua bicicleta antiga, pois após restaurada ela deve ficar exatamente com o padrão fábrica! Caso contrário, não será uma restauração!”

Os filetes são traçados com uma ferramenta especial chamado filetador, similar a uma caneta e que contém tinta internamente. A tinta escorre pela roldana que corre sobre a pintura, deixando nela, um risco na cor desejada. O filete deve ser feito à mão livre, pois na fita, tornar-se-á artificial. Nota-se claramente quando um filete é feito à mão livre e outro à fita. O filete à mão livre é mais fino, com suaves imperfeições, enquanto o da fita é mais grosso e perfeito. Somente se usa fita nos filetes mais grossos, em que ela é realmente necessitada, sendo muito comum seu uso nas bicicletas suécas, onde o paralamas é originalmente filetado com esta técnica. No final deste serviço, você pode fazer a aplicação de decalcomanias ou plotagem com tinta, pois a maioria das bicicletas levam a marca ou símbolos nas peças de lata, feitos antigamente por processos de serigrafia.

“Os decais devem ser copiados perfeitamente dos modelos originais, pois uma vez que a bicicleta levou demão de verniz, caso o decal esteja errado, somente poderá ser corrigido com nova pintura. Decais grotescos, com erros de grafia ou péssimo acabamento, tornarão sua bicicleta reformada e não restaurada.”


Nunca cole adesivos na sua bicicleta. Adesivos de plástico deixam relevo na pintura e isto dá um acabamento de baixa qualidade. Faça com tinta ou use decalcomanias à base de água. De outro jeito, não ficará bom.

“Somente se usa adesivos quando realmente a bicicleta os possui. Caso contrário, sairá de acordo com as especificações da fábrica e descaracterizará seu veículo. ”

Chegou a hora final: Para conseguir brilho na pintura, o ideal é que haja um trabalho de polimento ou demão de verniz, sendo este último o mais recomendável. A aplicação do verniz é para envidrar a pintura, para que ela fique protegida contra riscos entre outras coisas. Além de tudo, ela protege as decalcomanias que no polimento posterior, podem ser arrancadas do quadro pela ação da massa abrasiva. Paralelamente à pintura, os demais componentes devem ser cromados. Com todas as peças recuperadas, pintura e cromados, faz-se a montagem final com extremo cuidado e atenção.

Cromagem: Deve ser feita por profissional que trabalhe com antiguidades, pois cubos, guidon e demais peças, normalmente tem gravações em baixo relevo (marca do fabricante e às vezes ano de fabricação) e que não podem ser apagadas, pois são os atestados de originalidade da bicicleta. As peças devem ser preparadas anteriormente para tal, como por exemplo guidon (caso esteja amassado), pedivela (caso esteja suavemente torto), coroa (sujeita a troca de dentes) etc… Tudo deve ser levado diretamente à cromagem, examinado, polido e caso tenha algum defeito, deve ser corrigido antes do banho final, para que não fiquem vestígios ou defeitos posteriores.

“Leve para a cromagem o que realmente for necessário. Não faça cromos extras que sua bicicleta não possua. Procure seguir o padrão fábrica, pois muitos modelos vinham com determinadas peças zincadas ou até pintadas, sendo até uma característica de ano e modelo bem como contenção de custos na linha de produção.”

“O excesso de cromos denunciará a falta de pesquisa e de compromisso com a originalidade do veículo, demonstrando que foi ultilizado o “toque pessoal” ao invés do “padrão fábrica”, descaracterizando completamente sua restauração.”

Após à cromagem lave tudo com água fervente, para retirar resíduos de ácido, evitando que as peças sejam corroídas posteriormente. Depois de lavar com água fervente, deixe secar e passe óleo spray ou deixe de môlho em óleo de motor. Somente assim você vai neutralizar a ação do ácido e preservar sua cromagem por um longo período.

Selim: Um selim bem feito, traz conforto fora do comum ao condutor, bem como segurança. O processo de recuperação do selim é totalmente artesanal. Partindo de um molde velho, é criado um novo molde em cimento com macho e fêmea e depois o couro espesso é prensado manualmente neste. Após algum tempo é desmoldado, rebarbado, pintado e gravado com as marcas e símbolos do modelo original. Toda a base é refeita no padrão original, repintada se assim for ou recromada, caso necessário. É um dos charmes da bicicleta antiga, pois fora a pintura, o que também acusa sua idade avançada é o selim, com molas retorcidas, caracóis, choque e contra-choque, etc…

“O selim deve também ser feito no padrão original, pois caso contrário, destoará do conjunto e afetará a integridade da bicicleta.”

Depois de pronto, o mais certo é andar para este se moldar no formato e sempre tratá-lo com silicone específico para couros, evitando o ressecamento.

Acessórios: São os acessórios que tornam a bicicleta sempre mais bonita, variando muito o gosto de proprietário à proprietário. Um acessório correto, pode transformar uma simples bicicleta numa peça estupenda, como também pode depreciar e torná-la uma bicicleta reformada.

“Peças anteriores  à fabricação de sua bicicleta NUNCA devem ser usadas. Use acessórios da época da fabricação de sua bicicleta ou posteriores no máximo de 10 anos à sua fabricação, pois não causaram conflito com o restante do conjunto. Um acessórios mal ultilizado é a prova de que sua bicicleta teve pouca pesquisa de base e nenhum comprometimento com o objetivo deste trabalho.”

Montagem: É a última parte da restauração e a mais crítica depois da pintura. Uma bicicleta antiga deve rodar macia, pois os componentes proporcionam isto e devem ser explorados de forma a serem muito bem aproveitados.

Parafusos de boa qualidade (aço inox) devem ser usados para evitar ferrugem posterior, a não ser, os que possuem gravações e que neste caso devem ser mantidos. Graxa de qualidade e uma boa centragem dos aros também são altamente recomendáveis. Em resumo, a montagem deve ser feita literalmente a dedo, tudo deve estar nos conformes e bem à mão. Os ajustes finais devem ser feitos após alguma quilometragem pois sempre, por melhor que seja a peça, poderá criar uma certa folga. É o famoso assentamento das peças. Depois disso, a única obrigatoriedade será usufruir os prazeres de pedalar uma Bicicleta Antiga.

“Você acabou de recuperar uma Bicicleta Antiga, um pedaço da história de alguém, a história de alguma empresa ou indústria a nível Nacional ou Internacional, que agora será compartilhada com você, de pai para filho e de filho para neto!”

“PARABÉNS PELO SEU ESFORÇO!!! VOCÊ CONSEGUIU!!!”

fonte:http://www.bicicletasantigas.com.br/portal/modules.php?name=Content&pa=showpage&pid=2

V

navio Solstice

Por  em 29.09.2008 as 20:19

191Share http://platform.twitter.com/widgets/tweet_button.1338995330.html#_=1340075749081&count=vertical&id=twitter-widget-0&lang=en&original_referer=http%3A%2F%2Fhypescience.com%2Ffotos-do-maior-navio-de-cruzeiros-do-mundo%2F&related=anywhereTheJavascriptAPI&size=m&text=Foto%20do%20maior%20transatlantico%20do%20mundo%20%5BFotos%20de%20navios%5D%3A%20Fotos%20de%20cruzeiros%3A%20Navio%20Solstice&url=http%3A%2F%2Fhypescience.com%2Ffotos-do-maior-navio-de-cruzeiros-do-mundo%2F&via=HypeScience 

http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://hypescience.com/fotos-do-maior-navio-de-cruzeiros-do-mundo/&send=false&layout=standard&width=250&show_faces=false&action=like&colorscheme=light&font&height=80&appId=134771286647656

navio Solstício é imenso! Serão construídos apenas cinco navios da classe Solstice, de cruzeiros. E o primeiro deles acabou de deixar o estaleiro para o oceano aberto.

Pesando cerca de 134 mil toneladas o Solstice tem mais de mil pés (304 m) de comprimento e pode transportar até 4.250 passageiros (cerca de 3 mil clientes pagantes). É óbvio que quem viaja a 45 km/h com todo este estilo não está interessado no transporte em si, mas sim na experiência que o ambiente de luxo da embarcação proporciona.

Quanto custa uma viagem no maior navio do mundo? Não foi divulgado.

É um dos primeiros navios deste tipo que possui uma área com grama no seu teto e estará hospedando seus primeiros passageios no próximo mês.

Mais algumas fotos abaixo. [DailyMail e Getty Images]

navio Solstice

navio Solstice

navio Solstice

navio Solstice

navio Solstice

navio Solstice

navio Solstice

Você também vai adorar:

fonte:http://hypescience.com/fotos-do-maior-navio-de-cruzeiros-do-mundo/

Casas feitas de barro são comuns no Estado do Pará.

Quando bem feitas e pintadas parecem de alvenaria.

A maioria das residências não tem forro devido ao intenso calor nos 12 meses do ano. Abaixo, com a ajuda do Fábio e seu Ivo, mostraremos todo o processo para construção destas casas.

O barro é amassado com os pés.

Nenhum outro tipo de material é anexado ao barro.

A enxada auxilia para trazer o barro para junto dos pés num trabalho em círculo.

Acrescenta-se água para ir trabalhando o barro e formando a liga.

Vai amassando até ficar consistente parecendo massa de cimento.

Com o auxílio das mãos preenche os espaços trançados com madeira.

Vai preenchendo todos os espaços conforme podemos visualizar

 nas fotos acima e abaixo.

 

até a parede ficar pronta.

O reboco também é feito com barro. Depois é só pintar.

fonte:https://sites.google.com/site/osverdesfotos3/casadebarro